domingo, 24 de junho de 2012

A morte e a mulher

Egon Schiele (1890-1918)
A morte e a mulher, 1915


Esse quadro tem uma história triste =x

O homem é o próprio Schiele.. a mulher, Wally.
Ela era a favorita dele.. foi modelo para vários quadros sécsis xDEle estava com Wally há 4 anos =x E ela era mó legal com ele.. apoiava, talz.. mas Schiele... queria uma vida mais regrada, mais burguesa, daí decidiu investir em Edith, uma moça de boa família ($). ¬¬'E piooor!! Para mostrar pra mãe da garota as suas boas intenções, convida a sua 'amiga' Wally para os passeios.. -.-Imaginaa! >.<'Daí Schiele resolve casar mesmo com ela.. "Faço tensões de me casar - vantajosamente, provavelmente não com a Wall", escreveu a um amigo.. =xNa verdade, Schiele queria as duas.. Até propôs partir em viagem uma vez por ano com Wally, por um mês! =x Há vários quadros com as duas moças in love.. Mas para não deixar tão na cara, ele fazia uma com o rosto bonitinho e a outra como se fosse apenas um esboço..E a história é ainda mais triste.. :/
Dá pra ler um pouquinho aqui na Wiki mesmo..
Com quinze anos, Schiele perdeu o pai por causa da sífilis.
Aos 21 começou a viver com a Wally, então com 17.  Deixou ela aos 25 pra se casar com a Edith.
No outono de 1918, Edith, grávida de seis meses, foi uma das mais de vinte milhões vítimas da gripe espanhola, morrendo a 28 de outubro.  Três dias depois da sua morte, Schiele também morre. Durante estes três dias, Egon Schiele fez alguns reatratos de Edith, tendo sido estes os seus últimos trabalhos.
Ficou só 3 anos casado com ela.. foi mó dificil ter deixado a Wally (dá pra perceber pelo quadro).. e ela ainda morre grávida :'/
triste triste triste..


O quadro..
A morte e a mulher... (essa parte eu pego do livro)

Schiele faz as suas despedidas definitivas, isto é, refere-se à perda de Wally. A morte e a mulher é a imagem de um abraço desesperado onde se exprime o caráter definitivo de uma relação amorosa sem amanhã. Num fundo manchado de amarelo e castanho, atravessado por reflexos esverdinhados, um tecido amarrotado é estendido através do quadro. A sua brancura assemelhá-lo-ia a uma mortalha se a execução decorativa do conjunto não atenuasse um pouco essa impressão.
Segundo o método de composição que caracteriza os quadros de Schiele, o par parece flutuar na superfície pictórica. A personagem masculina, vestida com um hábito escuro, e na qual se reconhece bem o próprio pintor, debruça-se sobre uma mulher que se lhe agarra, e cujos traços fazem lembrar muito os de Wally.
Por detrás das costas da Morte, as mãos da mulher estão apenas juntas por dois dedos: a cabeça repouca no peito do homem, cuja mão esquerda ainda a estreita com ternura contra o seu corpo, enquanto a direita a parece já repelir. Esta tensão gestual, entre a maior das intimidades e uma distância intransponível, está toda reunida numa única expressão de homem: nas órbitas, cavadas com exagero, vê-se uma pupila fixa, desprovida de olhar, onde se unem o desespero e a consciência do inelutável.

Egon Schiele - A alma nocturna do artista; Reinhard Steiner | Taschen / Paisagem.



Egon Schiele (1890-1918)
Mãe Morta I, 1910


Anairë 

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